FED – Fundamentos da Educação


É preciso usar os códigos da ciência como instrumento de representação da realidade.
É preciso se apropriar dos códigos de quem nos oprime.

Quanto a dados;
A taxa de reprovação em escolas antes era de 50%.
 Hoje apenas 5% dos Brasileiros conseguem se formar em curso superior.
Antes apenas 30% se formavam em ensino fundamental.
70% eram praticamente expulsos do sistema.

A educação está assim; 
O professor diz;
- Classe, o vento é o ar em movimento.
O Zezinho diz;
- Professor, não entendi.
O professor repete;
- O vento é o ar em movimento.
E o Zezinho responde;
- Eu disse que não tinha entendido. Não disse que não tinha ouvido.

Quanto às famílias;
Estas não estão desestruturadas. Apenas não estão adequadas ao que a mídia passa para nós, como sendo ideal familiar. Não se deve comparar por exemplo a família de hoje com a família da década de 40 onde a mulher não podia trabalhar.
Quanto à infância;
 Infância é uma palavra francesa. Significa não falante.
Até a revolução industrial, criança era considerada adulto. Tanto que nos quadros antigos é comum perceber crianças pintadas com roupas de adultos.

Quanto à evasão escolar;
Percebe-se hoje que o problema social não é o único motivo da evasão escolar. O problema também é pedagógico.
O trabalho junto com a família traz melhor resultado de ensino. Nota-se claramente isso nas escolas particulares.

Capital Cultural;
Sistema arbitrário cultural dominante.
Teoria da reprodução (Bordieu)
A escrita é uma reconstrução da fala.
Currículo – tudo o que se acontece na escola.
·         Oficial ou explícito – objetivo, conteúdo, metodologia, avaliação.
·          Realizado
·         Nulo – é o conhecimento (à parte da cultura) que é deliberado.
·         Oculto – que não se sabe quando está aprendendo. Valores transmitidos pelos docentes.

 A ciência;
Também é um instrumento de opressão.


Organização do conhecimento;
É desenvolvida pelos Jesuítas no século XVI. É lançado o ‘’Ratio Studorium’’.

Comenius;
Considerado o pai da didática moderna. Lança o livro ‘’ Didática Magna’’ no sec. XVI, onde fala sobre a arte de ensinar tudo a todos.

O que é ensinar?
É transmitir conhecimento? Esse é o tipo de pensamento de muitos professores. Assim as aulas se tornam expositivas. Logo a avaliação seria pedir para o aluno reproduzir o que aprendeu sem reflexão. Isto então recebe o nome de exame.
Mas ensinar, segundo Paulo Freire, além de transmitir conhecimento é também criar possibilidades para que o aluno seja crítico. 
Temos também como notação o conhecimento significativo que é a soma do conhecimento novo mais o conhecimento que já se tinha.

Ensinar e aprender;
É essencialmente a mesma coisa.

Quanto aos pensamentos;
·         Pensamento Positivo – Um giz é constituído de átomos de carbono, possui massa tal, peso tal.
·         Fenomenológica – De que ângulo se observa o giz.
·          Dialética – A história do giz. Quantos seres humanos trabalharam e como trabalharam para construir esse giz. Quem o transportou. Quem trouxe até aqui.


Apenas a sociedade humana ensina de fato;
A sociedade animal usa seu instinto. A humana se organiza a partir de uma série de ações intencionais.
Essa organização estabelece a partir de uma visão de mundo (filosofia da vida) que se estrutura sobre três questões fundamentais; ligada à gênese do universo, da vida, do ser humano.
As respostas que o grupo social aceita para essas questões gera mitos, ritos, código de moral e ética, ou seja, fundamentam a cultura, que legitima as relações de poder.

Científico;
Havia nada. O nada explodiu e surgiu tudo. O nada na visão ocidental é vazio. Zero.
Mas 1-1= 0. Esta é a visão oriental. 1-1 é algo. E foi este algo que explodiu.

Durkhein;
Percebeu que nas sociedades menos estruturadas não existem escolas e nelas predomina o aprendizado artesanal, onde as crianças aprendem por imitação.
A organização social produz especialização do trabalho impondo novos aprendizados sendo alguns deles mais complexos e demorados.
Começam a surgir as primeiras ‘’Teorias Pedagógicas’’.

Violência;
Hoje não há mais palmatória ou castigos na escola. Mas há varias formas de castigar o aluno. Por exemplo fazendo-o sentir inútil. Às vezes até se utiliza de aforismos.

Pedagogos;
Eram escravos gregos que levavam os filhos da aristocracia até (ágoras, academias, scholas), onde eles iam aprender.
Atualmente a pedagogia se constitui como um campo de conhecimento que se apóia em dois pilares.
·         Ciência – realidade
·         Filosofia – Utopia
   
Sem utopia não há educação. Sem utopia só há reprodução. Mas é possível construir uma ponte entre um e outro. Essa ponte se chama ‘’didática’’.

Anomia;
Trata-se da criança.  Ela não tem noção de suas atitudes. Portanto ela vive sem regras. Sem noção de conseqüência, devido seus atos.

Heteronomia;
O clássico pau mandado. Capacitado para receber e executar ordens sem questioná-las. Movimentado pelo medo de uma repressão. 

Autonomia;
A autonomia trata-se de uma gestão democrática, mesmo que a democracia sirva apenas para diminuir a opressão, mas não para extingui-la. A autonomia é o direito de decidir.
A autonomia se constrói.
Decidir por sua vez se encaixa em dois campos:
·         Moral: Decidir entre o certo e o errado.
·         Intelectual: Verdadeiro e falso
Logo a baixo mostrarei um trecho da LDB que garante autonomia ao professor.

A escrita e sua utilidade;
Escrevemos para nos darmos o direito de esquecer.
Escrever e ler são de fundamental importância em todos os campos. Mas o que a escola reproduz hoje são ‘’monges copistas’’.
Gutenberg foi quem aprimorou a imprensa que já existia na China.
O primeiro livro editado foi a bíblia. (Índex Librorum Prohibitorum).

Paulo Freire contra a autoridade?
Para quem leu os livros de Paulo Freire é fácil perceber seu posicionamento a respeito do assunto. Paulo não é contra a autoridade e sim contra o autoritarismo.
Afinal é preciso concordar com os princípios para concordar com as regras.

LDB;
TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
Como podemos analisar, a LDB garante ao professor a liberdade de ensinar, tornando assim o professor estruturado para buscar sua autonomia.

Piaget;
Defende que se o aluno participa da criação das regras, torna-se parte das mesmas, vindo a obedecê-las. Do contrário pode vir a ter desprezo por regras criadas de forma arbitrária.